Mato Grosso do Sul terá seus primeiros PTTs (Pontos de Troca de Tráfegos). Através de parceria entra a operadora de serviços de telecomunicações Freeway, a Prefeitura de Campo Grande e a Associação de Provedores do Mato Grosso do Sul (Apims) foi possível o desenvolvimento do projeto que deve começar em novembro.

Os 2 primeiros PTTs do estado serão instalados em Campo grande, um na sede da empresa Freeway e outro na prefeitura da capital sul mato-grossense. Os pontos já foram vistoriados pelo NIC.br, que ainda em junho deste ano esteve na cidade visitando os possíveis locais para instalações , os técnicos do Núcleo também estiveram reunidos com os responsáveis pelo projeto e provedores da região para explicar o modelo de compartilhamento de infraestrutura.

O gerente de negócios do NIC.br, Antônio Moreira foi quem conduziu a reunião entre os provedores locais, organizada pela Associação Nacional para Inclusão Digital (Anid), para que avançassem as tratativas que articularam o Ponto.

 

BACKBONE DE FIBRA ÓPTICA EM BONITO – MS

Em 2016 o governo do estado do MS chegou a anunciar a criação de um Backbone de fibra para a região da cidade de Bonito, porém, a infraestrutura não saiu do papel até o hoje. Com isso ficou em aberto um excelente caminho para negócios na faixa intermediária dos links dedicados às conexões ADSL.

Uma lacuna entre a área de comercialização das grandes operadoras de telecomunicações que não atendem esta faixa de mercado, e a dos provedores regionais de pequeno porte que ainda não conseguem ter um preço competitivo, afirmou o sócio da empresa, Jonathan Martins em entrevista ao PontoISP.

A rede levou três meses para ser construída, começou a funcionar em meados de setembro, e já leva internet de alta velocidade para dezenas de clientes. Todos no segmento corporativo – foco da Freeway desde o iní­cio das operações, com a oferta de FTTH em Campo Grande, onde fica a sede. Hoje a empresa chega também a Dourados. O investimento, todo feito com recursos próprios, foi em torno de R$ 500 mil.

As ofertas para o mercado são de links dedicados de até 100 Mbps e de ADSL de 5 e 10 Mbps, para começar. “Também fornecemos links para eventos, congressos, que acontecem diariamente em Bonito, e as pessoas não tinham internet de qualidade”, conta Martins. Com a nova rede, a Freeway espera atingir cerca de 150 clientes, em dois meses. “Não é muito em volume, mas nosso tíquete médio é bastante alto”, diz Martins.

 

O CENÁRIO BRASILEIRO

Em tempos de expansão e crescimento, daqui para a frente a Freeway só tem uma preocupação. “O Brasil é o país onde a internet tem custo entre as mais caras do mundo. É preciso que o governo pense em políticas públicas capazes de viabilizar a expansão das infraestruturas. São poucos os que têm condições, como nós tivemos, de fazer investimentos com recursos próprios. As bandas são caras e poucas, por conta dos impostos”, alerta Martins, acrescentando, a esse cenário, o fato de que o Mato Grosso do Sul tem uma das mais altas alí­quotas de ICMS do paí­s, 29%.

“Quando você sai do Simples, não aguenta a carga tributária”, diz ele. De acordo com Martins, é preciso que se criem linhas de crédito para quem quer inovar, expandir serviços de alta velocidade. “Se houvesse essa visão, o Brasil estaria em outro patamar de tecnologia”, avalia.

 

Outras iniciativas entre provedores regionais resultaram em bons projetos de criação de PTTs, como recentemente ocorreu em Santa Maria no Rio Grande do Sul. Relembre sobre a implantação do PTT SM.

FONTE: Ponto ISP, NIC.br

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